Diferente dos mitos sobre sexualidade, precisamos saber que ter vida sexual ativa é saudável para o corpo físico, mental e espiritual!
O que vamos abordar aqui é um distúrbio psiquiátrico, a compulsão sexual, onde o indivíduo tem desejo e obsessão mental constante pelo ato sexual a qualquer custo. Nesse caso, a pessoa se encontra em desequilíbrio e não se importa com os danos afetivos que esteja causando na família, parceiro (a) ou sociedade.

Geralmente, o compulsivo sexual fica vulnerável ao sexo sem proteção, pode se tornar abusador, masturbar-se excessivamente e abusa de pornografia sem se preocupar com os danos e consequências.
Vale ressaltar que existe tratamento, mas é necessário buscar a história de vida da pessoa: sua ancestralidade, fatores de ansiedade, se sofreu abuso sexual na infância, se faz uso de drogas, etc.
O tratamento mais indicado é a psicoterapia e nesse processo será identificado quais gatilhos estruturais geram a ansiedade e fomentam o desejo sexual.
Na terapia será trabalhado um treino de sensibilização voltado para a reconexão com o sentir e o neurossensorial do paciente, dando a ele a possibilidade de autocontrole. Será tratada também as causas psicológicas que levaram o sujeito ao quadro compulsivo abrindo espaço para o autoconhecimento e autocura.
Em casos mais graves serão necessários intervenção psiquiátrica com medicamentos e acompanhamento.
O mais importante é entender que apenas reprimir a compulsão do sujeito e abrir espaço para o julgamento só irá aumentá-la. O ideal é a conscientização e o acolhimento dos profissionais preparados para lidarem com as disfunções sexuais e compulsões. É possível sair da compulsão sexual e abrir espaço para um relacionamento saudável com o próprio corpo e com o outro. Basta pedir ajuda!