Naturalmente somos seres humanos que necessitam desde a primeira infância de cuidados. Essa relação é naturalmente fluida e faz parte do processo de desenvolvimento de toda existência humana.
A problemática existe quando surgem sinais e sintomas de excesso de proteção e apego afetivo exagerado nos relacionamentos. Nesse caso a possessividade vira uma obsessão e o sujeito fica vulnerável com necessidades de aprovação do outro constantemente.

Geralmente esse comportamento é reforçado na criança, quando os familiares e/ou cuidadores não abrem espaço para autonomia e criatividade. Cria-se uma ilusão de controle onde o indivíduo não pode sofrer ou viver frustrações.
Ao longo da vida, essa criança interior, já na fase adulta, pode apresentar apegos exagerados em relacionamentos amorosos, amizades, relações de trabalho e afins. Isso traz desgastes e conflitos que atrapalham a saúde mental e bem estar social do dependente emocional e de todos ao seu redor.
Quais seriam as possibilidades para saber lidar com esse problema? Seja observador nas trocas afetivas:
. Submissão ao outro,
. Sinais de abstinência afetiva com a ausência do outro;
. Sentimentos de tédio e insatisfação constante;
. Intolerância a frustração e medo da perda;
. Baixa autoestima e necessidade de aprovação do outro;
. Ilusão de controle compulsivo e alterações de humor.
Caso perceba esses comportamentos recorrentes nos relacionamentos é necessário buscar ajuda terapêutica e ajuda mútua. Existe tratamento para a dependência emocional, é possível ressignificar traumas, buscar autoconhecimento, auto-cura e empoderamento do ser.